domingo, 3 de janeiro de 2010

Empresas aéreas, interlines e falta de lógica

Na minha busca incessante por destinos de férias fui procurar passagens para Israel, mais um destino especulativo.

Procurei primeiro na Turkish Airlines, participante da Star Alliance, tarifas baixas com conexões na Turquia e escala no Senegal, torno de 2000 reais SP-Tel Aviv-SP com direito a um stopover em Istambul. Segundo procurei na EL AL que voa SP-Tel Aviv direto, tarifa lá em cima, passa dos 3000.

Aí comecei a procurar SSA-Tel Aviv-SSA, conectando em SP com o vôo da Turkish. Vocês acreditam que não consegue tarifa ? Se eu quiser voar Turkish eu teria que comprar SSA-SP e SP-Tel Aviv. Bem, a TAM que é praticamente da Star Alliance não tem um mero acordo de interline com a TK, logo o passageiro do restante do Brasil fica condicionado a ir a SP por contra própria para viajar.

Deixa eu explicar porque isso não é legal. Primeiro, suponhamos que estou em Salvador e meu vôo até São Paulo atrase bastante a ponto de eu perder o meu vôo para Istambul. Eu comprando minha passagem com todos os trechos, a empresa aérea vai se responsabilizar e eu serei acomodado em outro vôo. Mas caso eu compre trechos separados, eu perco o vôo saindo de São Paulo e ainda pago multa por no show. Outra hipótese, digamos que o atraso seja menor e eu chegue em São Paulo com 1h de intervalo para o outro vôo. Comprando uma passagem só eu já saio de Salvador com a bagagem despachada e com cartões de embarque, é só chegar em SP e ir direto para imigração e sala de embarque. Comprando trechos separado eu terei que pegar as malas na esteira, fazer check-in para aí me dirigir para o embarque-imigração. Para quem conhece o Aeroporto de Guarulhos: quase IMPOSSÍVEL em 1h!

Voltando às passagens, coloquei no sistema SSA-Tel Aviv-SSA. Me dão opções via Lisboa, via Frankfurt, via Miami (!) e os preços vão a partir de 3300 reais. Algumas conexões beiram o bizarro.

Já saindo de SP o sistema encontra passagens por 1700 reais (!!!), como é o caso da Alitalia via Milão, 2000 (o nosso querido Turkish), 2200 pela El Al com conexão em Nova Iorque (!!!) e outras opções exdrúxulas mas baratas (é o que importa).

De qualquer forma não dói vender SSA-SP-SSA junto do resto do bilhete, para que inventaram o bilhete eletrônico? Eu já sou arredio a pegar vôo internacional em São Paulo e ainda me obrigando a montar passagem me faz desistir.

Vou colocar essas opções via SP no meu caderninho e caso não apareça nada melhor, eu enfrento o risco das conexões e vou conhecer Israel, um lugar que sempre tive muita curiosidade.

Abraço a todos, Shalom!

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